segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Perspectivas para o jornalismo




Foi decepcionante ler na Folha, jornal tido como a referência do país, a seguinte manchete: “Polícia ocupa morro do alemão”. Uma manchete quadrada, sem criatividade e que afirma o óbvio, pois no dia anterior tínhamos sido bombardeados pelas imagens da ocupação do morro. Mas não foi apenas a Folha.
Alguma coisa, então, deve diferenciar o jornalismo impresso. Ele não pode cair na mesmice de afirmar o que foi tão evidente e tão comentado. O jornalismo deve se dar conta de que convive com uma imensidão de informações e novas formas de compartilhá-las. A criatividade, nesse contexto, é fundamental.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Paisagens de lugar nenhum



Recentemente fui a uma exposição das mais interessantes desses últimos tempos. Ela trata de um dos artistas mais expressivos da história da arte brasileira, e que muitas vezes foi reduzido ao adjetivo de modernista. A mostra se chama: Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas, que agora está chegando ao fim no MARGS.
A proposta da exposição é comparativa, colocando lado a lado quadros de Guignard e de artistas orientais, do Japão e da China. Com isso, procura claramente ressaltar as semelhanças e a herança de Guignard da arte oriental.
Se é possível de notar as semelhanças, ao mesmo tempo podemos constatar a forma peculiar pela qual Guignard tratou as paisagens, que se diferenciam muitas vezes das tratativas orientais.
Mais uma vez podemos ver como ele aliou essa técnica a um estilo das paisagens que consagraram, principalmente, o final de sua obra.