sábado, 11 de janeiro de 2025

With a different look, Eggers tries to adapt already knwon Nosferatu story


With a different look, Eggers tries to adapt 
already knwon Nosferatu history


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Robert Eggers emerged as one of the most talented directors of the new generation of terror. The greatest exemples are their first two films, in which it develops his style - which would call folk -gothic terror. In Nosferatu, classic of Terror Murnau, Eggers tries to adapt the story “Demoniac Fairy Tale” to the construction of its traditional atmospheres in a portrait. There is a visible melancholy in Eggers cinema, an element literally represented in Nosferatu by protagonist Ellen Hutter (Lili-Rose Depp).

There is no doubt about Eggers' skill, in Nosferatu proven again, to create visually impactful sequences, as well as Nosferatu`s technical work of photography and scene design: there are attention in every detail. It should be highlighted the protagonist, Lili-Rose Depp, given the difficulties in the interpretation of the character; and her husband, lived by Nicholas Hoult. It is up to him to face Nosferatu and convey apprehension, fear, perplexity; his expression in reaction work is effective for the plot.

There is also Bill Skarsgård's effort to turn his appearance and voice into something of terror. The actor trained with an opera singer to reach a macabre tone, a fact that is evident in the first speech of the character. Emma Corin is efficient in her role, and regarding Willem Dafoe, good acting is not new, even in smaller parts like this.

The question with Nosferatu de Eggers, and in my assessment something that bothered me, is the excesses: I refer to redundant, exaggerated constructions, resulting in a distance from history. It is not enough for the movie to be dark, it has made the colors, a dark song, the story must be in the dark most of the time, in the sparkle light, all right to protocol. The dialogues are also quite illustrative.

In contrast to the first two films, Eggers decides to tell the story more traditionally: it seems that the mysterious content of the atmosphere gives way to a more illustrative narrative, close to the traditional mainstream. Of course, it draws attention and causes a strangeness also to choose the director to represent Count Orlok, Nosferatu himself, quite differently, bringing him closer to a "monster.

There is a diversity of references in the film beyond the story of Murnau. Two of the most evident are Possession (1981), by Andrzej żuławski, and the exorcist (1973), by William Friedkin. Other than that, one can notice very screaming similarities with the witch, Eggers' first movie, although within a story of romance.

The truth is that Eggers tries so hard to "adapt" Nosferatu, that certain sequences are forced within the plot. If it can reach tension levels in the construction of some situations, there are others where the tone seems somewhat lost. Nosferatu then turns out to be a story of romance with moments of exaggeration (bordering on Breguice); But, on the other hand, it shows hits of those who appeared as one of the most talented filmmakers of recent terror.



    Robert Eggers surgiu como um dos mais talentosos diretores da nova geração do terror. Prova disso são os seus dois primeiros filmes, nos quais desenvolve seu estilo - ao qual chamaria de terror folk-gótico. Em Nosferatu, clássico do terror Murnau, Eggers tenta adaptar a história “conto de fadas demoníaco” à construção de suas tradicionais atmosferas num soturno retrato de época. Há visivelmente algo de melancólico no cinema de Eggers, elemento representado de forma literal em Nosferatu pela protagonista Ellen Hutter (Lili-Rose Depp). 

Não há dúvidas da capacidade de Eggers, em Nosferatu comprovada novamente, de criar sequências visualmente impactantes, além de todo trabalho técnico de fotografia e design de cena: nota-se a atenção a cada detalhe. Deve-se destacar a protagonista, Lili-Rose Depp, diante das dificuldades na interpretação da personagem; e seu marido, vivido por Nicholas Hoult. A ele cabe encarar Nosferatu e transmitir apreensão, medo, perplexidade; sua expressão no trabalho de reação é eficaz para a trama.  

Nota-se ainda o esforço de Bill Skarsgård para transformar sua aparência e sua voz em algo de terror. O ator treinou com um cantor de ópera para chegar a um tom macabro, fato que fica evidente logo na primeira fala do personagem. Emma Corrin está eficiente no seu papel, e com relação à Willem Dafoe, já não é novidade a boa atuação, mesmo em papéis menores como esse. 

A questão com Nosferatu de Eggers, e na minha avaliação algo que me incomodou, são os excessos na construção das sequências do filme: refiro-me a construções redundantes, exageradas, resultando num distanciamento da história. Não basta o filme ser sombrio, ele ter dessaturado as cores, uma música sombria, a história deve se passar no escuro a maioria do tempo, na penumbra à luz de velas, tudo bem protocolar. Os diálogos também são bem ilustrativos.   

Em contraste com os dois primeiros filmes, Eggers resolve contar a história de maneira mais tradicional: parece que o teor misterioso da atmosfera dá lugar a uma narrativa mais ilustrativa, próxima ao tradicional “mainstream”. Claro, chama atenção e causa um estranhamento também a escolha do diretor em representar o conde Orlok, o próprio Nosferatu, de maneira bem diferente, aproximando-o de um “monstro”. 

Há uma diversidade de referências no filme além da história de Murnau. Duas das mais evidentes são Possessão (1981), de Andrzej Żuławski, e O Exorcista (1973), de William Friedkin. Fora isso, pode-se notar similaridades bem gritantes com A Bruxa, primeiro filme de Eggers, embora dentro de uma história de romance. 

A verdade é que Eggers não é tão feliz na tentativa de “adaptar” Nosferatu, forçando certas sequências dentro da trama. Se ele consegue atingir níveis de tensão na construção de algumas situações, há outras em que o tom parece um tanto perdido. Nosferatu acaba, então, se transformado numa história de romance com momentos de exagero (beirando à breguice); mas, por outro lado, mostra acertos de quem apareceu como um dos mais talentosos cineastas do terror recente. 


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