
Depois de algum tempo sem atualizar o blog, volto para escrever sobre o livro que estou lendo: as crônicas de Manuel Bandeira.
No capítulo sobre Segall, Bandeira traz uma leitura que contextualiza bem o que acontecia no Rio de Janeiro nos tempos que se sucederam à semana de 22. A novidade na cidade era a pintura, e as exposições que se proliferavam. Havia uma grande movimentação e expectativa.
Tudo, claro, aliado ao modernismo, empolgação nacionalista que vinha na carona desse movimento. Manuel Bandeira não foge a isso, e nos traz a estética que carrega o modernismo no Brasil. Junto com uma negação dos padrões academicistas, o "modernismo" trouxe o nacionalismo e uma exaltação do povo, simbolizando uma ideia de "brasilidade".
Também está claro no texto sobre Segall o quanto o movimento nacional estava contido na ideia do modernista, a par da proposta estética, especialmente em uma série de artistas que propunham uma arte "nacional", moderna.
Nas palavras de Bandeira, Segall, na sua mudança para o Brasil, não apenas se abrasileirou, se aclimatou, como também melhorou sua arte, livrou-se de "todas as tristezas" e das cores tristes da fase europeia.
No final das contas, o texto é um registro importante sobre uma fase em que o Rio de Janeiro fervilhava no aspecto cultural, e que a "revolução" por meio da arte parecia ao alcance.
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